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A REGIÃO

TERRITÓRIO DE INTERVENÇÃO DA AEBB

Situada no centro de Portugal, junto à fronteira com Espanha, o território de intervenção da AEBB definido pelas fronteiras anteriormente conhecidas como distrito de Castelo Branco, abrange atualmente as sub-regiões da Beira Baixa e Beiras e Serra da Estrela, englobando 11 municípios do distrito, nomeadamente, Belmonte, Covilhã, Fundão, Penamacor, Idanha-a-Nova, Castelo Branco, Oleiros, Proença-a-Nova, Vila Velha de Rodão, Sertã e Vila de Rei.

Situada entre a Serra da Estrela e o Vale do Tejo, uma área com cerca de 6.600 km2, todo o território é dotado de grande riqueza e diversidade de património construído e natural, com importantes recursos hídricos e solos férteis e trechos de paisagem de grande e variedade beleza, combinando montanhas e planícies de enorme valor ambiental e cultural. Estes recursos além de contribuírem para níveis de qualidade de vida muito satisfatória, permitem também o desenvolvimento de atividades económicas vocacionadas para a exploração desses mesmos recursos, como por exemplo a agricultura, a floresta e o turismo.

Atualmente, o tecido empresarial desta região carateriza-se por apresentar uma estrutura económica diversificada, que alia um conjunto de setores assentes em saberes-fazer tradicionais, com setores modernos e muito especializados, fortemente dependentes de uma mão-de-obra altamente especializada. O território alberga importantes atividades industriais de grande relevância, especialmente concentradas nas cidades com maior expressão económica e empregadora: na Covilhã, em ramos de atividade ligados à fileira do têxtil, o agroalimentar e mais recentemente na área das Biomédicas; em Castelo Branco, em atividades diversificadas, ainda que com maior relevo nos setores agroalimentar, frio e material elétrico; e no Fundão, além do têxtil, em áreas ligadas às novas Tecnologias de Informação e Comunicação e a indústria de Polimentos.

O incremento do dinamismo económico da região beneficia ainda da existência de um conjunto diversificado de equipamentos e infraestruturas de estímulo à atividade empresarial, contribuindo para que gradualmente seja possível corrigir o seu posicionamento periférico no contexto nacional.

A este perfil de fatores, acresce a existência de uma rede de educação profissionalizante e de formação profissional determinante para criar oferta de qualificações potencialmente absorvíveis pelo tecido empresarial de modo a contribuir para se atingir novos padrões de desenvolvimento competitivo.

Importa também referir que todas as cidades da região têm uma dotação diversificada de valências, incluindo as de apoio genérico às famílias que motivam a fixação urbana da população.

Acesso à região - a principal via rodoviária de acesso a este território é pela A23, que a atravessa, passando pelos seus principais centros urbanos (Castelo Branco, Covilhã e Fundão), com ligações a outras vias, nomeadamente, a A25, IC8, IP2, A13 e à A1. O acesso ferroviário é efetuado através da Linha da Beira Baixa que serve os principais concelhos da região.

CONHECER MAIS

Belmonte

A história de Belmonte remonta ao século XIII, quando o concelho municipal recebeu o foral de D. Sancho I em 1211. Foi nesta terra que nasceu, no século XV, o descobridor do Brasil, Pedro Álvares Cabral. De destacar o Castelo Medieval, a Torre de Centum Cellas, situada em Colmeal da Torre, a igreja de Santiago, o Panteão dos Cabrais e o Museu dos Descobrimentos. Belmonte abriga ainda os Marranos, uma comunidade que manteve as tradições judaicas quase intactas, tornando-se um caso excecional de comunidade criptojudaica.

Gastronomia: Cabrito Assado, Ensopado de Cabrito, Chanfana, Borrego Assado no forno.

Património: o Castelo medieval, a estátua de Pedro Álvares Cabral, a Igreja de Santiago, o Panteão dos Cabral, o Museu dos Descobrimentos, o Museu do Azeite, o Ecomuseu do Zêzere e o Museu Judaico.

Mais informações sobre o concelho consulte:
https://cm-belmonte.pt/ ; https://www.cimbb.pt/

Covilhã

É a terra da indústria da lã, berço de descobridores e sede da Universidade da Beira Interior. O rei D. Sancho I concedeu foral de vila da Covilhã em 1186, dando a esta o estatuto de uma das principais vilas da idade média. Dos filhos da terra destaca-se Pêro da Covilhã que preparou o caminho marítimo para a Índia ou Mateus Fernandes, um dos arquitetos do Mosteiro da Batalha. O Infante D. Henrique esteve ligado a esta terra, pois foi Senhor da Covilhã, que foi elevada à condição de cidade em 1870, durante o reinado de D. Luís I.

Gastronomia: o Pastel de Molho da Covilhã, a Morcela e Farinheira, o Queijo da Cova da Beira ou o famoso Queijo da Serra da Estrela, considerado uma das 7 Maravilhas Gastronómicas de Portugal. Destaque ainda para o Pêssego da Cova da Beira e a Cherovia, uma raiz que tem a forma de uma cenoura e a cor do nabo e que serve de mote à realização todos os anos do Festival da Cherovia.

Património: a capela de São Martinho, a igreja de Santa Maria Maior, com a fachada coberta por azulejos, as muralhas medievais, ou a Real Fábrica de Panos, atualmente o Museu de Lanifícios. Nas freguesias que circundam a cidade, pode ainda visitar o Museu do Queijo de Pêraboa e o Centro Interpretativo da Cereja, no Ferro.

Mais informações sobre o concelho consulte:
https://www.cm-covilha.pt/ ; https://www.cimbb.pt/

Fundão

Com raízes medievais, o Fundão viveu a partir do século XV um dos períodos mais prósperos da sua história, com a expansão mercantil dos panos e da indústria dos lanifícios e, mais tarde, com as iniciativas do Conde da Ericeira e do Marquês do Pombal, que aqui fundou uma Fábrica Real. O Fundão manteve-se no concelho da Covilhã até 1747, quando D. João V elevou a povoação a Concelho. Em 1988 o Fundão passou a cidade.

Aqui nasceu o poeta Eugénio de Andrade e o político João Franco.

Gastronomia: as cerejas do Fundão, os cogumelos e os míscaros que servem de mote a um Festival de Míscaros, em Alcaide.

Património: destaque para a Igreja de São Martinho e a Igreja da Misericórdia. De referir ainda os Paços do Concelho, antiga Real Fábrica de Lanifícios, o Pelourinho, o solar da Praça Velha ou a Casa de D.Luís de Brito Homem. Dentro do concelho do Fundão, destaque para a aldeia histórica de Castelo Novo. Muito perto, fica a aldeia de Alpedrinha onde todos os anos, no terceiro fim de semana de Setembro, acontece a Festa dos Chocalhos. Um dos momentos altos da festa é a viagem pelos caminhos da transumância.

Mais informações sobre o concelho consulte:
https://www.cm-fundao.pt/ ; https://www.cimbb.pt/

Penamacor

O rei D. Sancho I concede foral a Penamacor em 1209, que o seu sucessor, D. Afonso II, confirma em 1217. D. Manuel I concede-lhe novo foral em 1510. Penamacor tem o maior madeiro de Natal do país, uma tradição que consiste na cerimónia da queima do madeiro, durante a noite do dia 24 de Dezembro.

Gastronomia: Enchidos, queijo, chanfana e cabrito são dos pratos mais comuns; nos doces, o pão-de-ló e o arroz doce são os mais tradicionais.

Património: destaque para o castelo medieval, o Museu Municipal, a antiga Casa da Câmara, a Torre do Relógio, o Pelourinho e a Igreja da Misericórdia. Não deixe de passear pela Reserva Natural da Malcata e talvez encontre um dos escassos exemplares do lince-ibérico.

Mais informações sobre o concelho consulte:
https://www.cm-penamacor.pt/ ; https://www.cimbb.pt/

Idanha-a-Nova

Obteve a carta de foral em 1206, outorgada por D. Sancho I e recebeu novo foral em 1510, durante o reinado de D. Manuel I. Esta terra é conhecida pelo fabrico do Adufe, um instrumento musical que é uma das peças artesanais mais caraterísticas desta região.

Gastronomia: Perdiz de Escabeche, filhós recheadas, cabrito assado no forno ou miga de peixe.

Património: obrigatória a visita às aldeias históricas de Monsanto, Idanha-a-Velha e Penha Garcia.

Mais informações sobre o concelho consulte:
https://www.cm-idanhanova.pt/ ; https://www.cimbb.pt/

Castelo Branco

Da história de Castelo Branco antes da chegada dos Templários pouco se sabe. A fundação da urbe é atribuída aos Cavaleiros do Templo, que terão erigido o castelo e as muralhas entre 1214 e 1230. O centro histórico da cidade resguarda ainda memórias destes tempos medievais gravadas nas pedras das muralhas, mandadas ampliar mais tarde por D. Dinis. Com D. Manuel, Castelo Branco recebeu um novo foral, viu crescer a sua população e o espaço urbano da cidade. Ainda hoje as ruelas exibem, orgulhosas, casas quinhentistas decoradas em portas e janelas, símbolos da riqueza dos mercadores que aí habitaram.

Gastronomia: o Queijo amarelo da Beira Baixa, os Maranhos ou a sopa de Matação e o Queijo de Alcains.

Património: o Castelo, o Convento da Graça, a Sé de Castelo Branco, o Paço Episcopal – atual Museu Francisco Tavares Proença Júnior, os Jardins do Paço Episcopal, a Casa do Arco do Bispo (a casa mais antiga de Castelo Branco), o Centro de Cultura Contemporânea e o Museu Cargaleiro. De referir ainda as colchas de linho bordadas com fio de seda natural, conhecidas como bordado de Castelo Branco que se crê serem de inspiração oriental, e que se tornaram conhecidas a partir de meados do século XVI.

Mais informações sobre o concelho consulte:
https://www.cm-castelobranco.pt/ ; https://www.cimbb.pt/

Vila Velha de Ródão

O atual concelho de Vila Velha de Ródão fazia parte da região da Açafa, doada aos templários pelo rei D. Sancho I em 1189. A existência de um pelourinho manuelino confirma a autonomia municipal da vila. Aqui nasceu Manuel Cargaleiro, reconhecido pintor e ceramista português.

Património: o Castelo de Ródão, o Pelourinho e a Igreja Matriz de Vila Velha de Ródão. Destaque para o património natural das Portas de Ródão, estreitamento do curso por onde corre o Rio Tejo, entre duas paredes escarpadas, que atingem cerca de 170 metros de altura, fazendo lembrar duas “portas”.

Gastronomia: Sopas de Boda, Enchidos, Queijos, Tigelada e Arroz Doce.

Mais informações sobre o concelho consulte:
https://www.cm-vvrodao.pt/ ; https://www.cimbb.pt/

Oleiros

Foi pertença da Ordem de Malta e teve foral renovado por D. Manuel I, em 1513.

Gastronomia: o prato regional mais famoso da vila é o cabrito estonado à moda de Oleiros.

Património: destaque para a Igreja Matriz e a Ponte Grande de construção romana.

Mais informações sobre o concelho consulte:
https://cm-oleiros.pt/ ; https://www.cimbb.pt/

Proença-a-Nova

Terra de grande antiguidade teve o seu foral renovado pelo rei D. Manuel I em 1512.

Gastronomia: os Queijos, Maranhos, Mel e Tigeladas são imagens de marca do concelho.

Património: referência para a Capela da Misericórdia, o Cruzeiro e a Igreja Matriz. Não deixe também de visitar ainda o Centro de Ciência Viva, em Moitas.

Mais informações sobre o concelho consulte:
https://www.cm-proencanova.pt/ ; https://www.cimbb.pt/

Sertã

D. Afonso Henriques doou à Ordem dos Templários a terra limitada pelo rio Tejo e o rui Zêzere. A posse da Sertã para esta ordem durou pouco tempo, pois o mesmo rei transferiu-a para a Ordem do Hospital, dita de Malta. Durante a crise de 1383-1385, a Sertã tomou o partido do Mestre de Avis, futuro D. João I, tendo sido durante vários séculos, uma das quatro alcaidarias-mores do priorado do Crato.

Património: referencia para a Igreja Matriz, o Castelo, o Pelourinho e os Paços do Concelho.

Gastronomia: destaque para os Maranhos e o Bucho.

Mais informações sobre o concelho consulte:
https://cm-serta.pt/ ; https://mediotejo.pt/

Vila de Rei

Vila de Rei recebeu foral de D. Dinis em 1285. Aqui nasceu José Cardoso Pires, romancista, dramaturgo, jornalista e cronista, um dos vultos maiores da ficção portuguesa do século XX.

Património: destaque para a Igreja Matriz, com origens medievais, o Museu Municipal e o marco, com cerca de 20 metros de altura, denominado de ‘Picoto’, no alto da Serra da Melriça, o qual assinala o centro de Portugal. Vila de Rei é também conhecida pelas suas praias fluviais e quedas de água.

Gastronomia: alusão ao Bucho e Maranhos, Bacalhau à Vila de Rei, Achigã frito e grelhado, Cabrito assado, Arroz Doce de Vila de Rei, Tigelada e os tradicionais enchidos, queijo e mel.

Mais informações sobre o concelho consulte:
http://www.cm-viladerei.pt/; https://mediotejo.pt/